Publicado em Sem categoria

Desapegue do seu apego

Uma das coisas mais difíceis na vida é desapegar de alguém. Não tem jeito, uma vez que a gente se apega tudo se torna mais complicado, porque amar alguém é dá um pedaço de si para a outra pessoa, é compartilhar seus pensamentos, medos mais profundos e sonhos com um hóspede novo, alguém que também já vem com uma bagagem e seus próprios medos. O que faz a gente chegar a isso? A se entregar da maneira mais tórrida possível, simplesmente com a desculpa de que o amor tomou conta de toda razão? É incrível a capacidade do ser humano de se apaixonar loucamente várias vezes -seja com a mesma pessoa ou não – e nesse tempo se entregar cada vez mais, se apegando de tal forma que toda e qualquer possibilidade de romper esse laço é vista como morrer. Desapegar não é fácil, desfazer uma conexão forte nos leva ao mais intenso estado de dor e tristeza. Certas  coisas são inevitáveis.

Meu caro (a) leitor (a), não há um ser no planeta Terra que nunca tenha se apaixonado, se machucado e desapegado de pessoas que jamais pensaram viver sem. Talvez a culpa seja dessa ânsia em querer está amando alguém ou algo, não importa como, é uma necessidade de ocupar o vazio no coração e na mente amando, sendo amado e muitas vezes ”endeusando” isso. Quem não quer amar e ser retribuído ? O amor é uma energia que nos mantem esperançosos, mas às vezes as coisas saem do controle e como consequência abandonamos a nós mesmos, nos tornando dependentes de alguém para sentirmos vivos. Não é saudável esse tipo de coisa, sabemos que muitos não conseguem lidar com separações o que leva a essas pessoas  a depressão e infelizmente ao suicídio.  Pensando nisso eu cheguei a conclusão que essa necessidade se dá pelo fato de muitos não conhecerem a si mesmos, não se sentirem amados ou não se amarem , logo qualquer pessoa que venha trazendo aquela sensação de primavera se torna nosso tudo e a razão de nossa existência, digo isso por experiência própria. Não é pecado amar, desejar ser amado e ser feliz, só que antes precisamos entender que a vida é uma roda gigante, mudando sempre as rotas e a visão – uma hora no alto, outro com pés no chão -, então nós temos que entender com qual intensão estamos amando alguém: é amor espontâneo ou aquela pessoa é um ”tapa buracos”? Porque se for essa última opção o caminho está errado.

É possível amar da maneira certa – calma, não estou citando regras para amar -, só falo de amar de maneira que não seja doentio. Quando nos amamos reconhecemos quando o outro nos ama, se nos conhecemos então sabemos nossos limites, mas se não tem amor próprio e identidade, tudo vira bagunça e o ”desapegue” grita alto! Procure conhecer você, seus gostos, seus defeitos e qualidade, procure se amar do jeito que é para não ter necessidade de mudar para ser aceito – mudanças são necessárias, desde que não fira seu caráter e personalidade – porque não há nada mais terrível do que não saber quem você é além do que o outro acha e espera de você! Cada palavra vai ser crucial, vai machucar ou alimentar um sentimento errado. Não estou querendo dizer que depois de tudo seremos blindados contra o sofrimento, não, de maneira alguma, já que outra certeza na vida é que sempre haverá dores, o que digo é que no mundo que estamos vivendo nós estamos cada dia mais vazios, preguiçosos e sem identidade própria; é um copiando o outro, inveja, rancor, necessidade de mostrar ”como estamos felizes” e nisso viramos máquinas humanas sem brilho nos olhos e honestamente, poucos estão fora dessa lista! Meu conselho com tudo isso – e cabe a mim também – é que possamos ser mais sinceros com nós mesmos, buscar nossa identidade para que ninguém a corrompa e por fim, poder amar de verdade. Certa vez uma grande amiga minha me disse que não precisamos de alguém que nos complete, porque Cristo nos completa, mas sim de alguém que nos faça transbordar, que possa nos amar apesar de nossos defeitos e amarmos apesar dos defeitos do outro. Porque meu amigo (a), não precisamos que alguém nos ame primeiro – só Cristo nos amou primeiro – mas de alguém que ame junto com a gente.

Att,

Loiana Carla

Anúncios

Autor:

''O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.” Clarice Lispector

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s