Vivemos em um tempo vago, onde lembranças e dor andam de mãos dadas, como se uma não vivesse ou existisse só. Um mundo onde se ama só, se quer só, se ilude só, sozinho, perdido, acanhado. Nossas queixas e justificativas sem palavras claras, a sensação de morrer aos poucos quando se vê quem ama indo para longe de você. Um mundo que fica cinzas, depois de uma temporada boa de sol e chuva e arco-íris.

O café da manhã não vai ser o mesmo, as noites serão frias, e o que era, se tornará em nada, só porque quem se ama, vai. As canções tristes que ficarão mais tristes, e você estranhamente não saberá se desligar delas. Ouvirá ”Até O Fim” dos Engenheiros do Hawai, e pá, fechará os olhos e dirá… ”Eu vou até o fim…”, mesmo sabendo que seja o fim agora. Não precisa ser, se depender de mim.

Os diálogos curtos, que são interrompidos por beijos, abraços ou caras fechadas. Os risos por nada, os olhares secretos. A vida que segue a espera dele, e olha que esperarei, porque ”eu não vim até aqui pra desistir agora…” e eu não sei se resistiria ao desistir de nós, do que eu sei que podemos ser. Ele faz com que eu me sinta viva, me faz sentir o amor de Deus, por que eu sei que nossos encontros foram escritos por ele. Sinto que nossas idas e vindas, um dia será só chegada, sem partidas; odeio o fato dele ir, mas precisa ir. Não saberei explicar mais nada, só que espero que o longo se torne curto, a distância se torne presente e que o amor se torne ele e eu.

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