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E não era tão cedo e nem tão tarde; era metade. Tinha aqueles receios emoldurados e aquelas farpas no pé, o vento ia e vinha e mantinha tudo no mesmo lugar. Nós, jovens paralelos que possuímos tão pouca idade, alguns estão velhos de alma e outras recém nascidos.

Da minha culpa eu enterrei meus sonhos e da minha espera meus lamentos de outrora e você ficava ali, com esses grandes olhos me guiando, seguindo meus passos, o rebolado mal feito. Tinha exato seis meses de distância, quando enfim te reencontrei e te fiz rico de esperanças. Eram perdidas, eram malditas, esquisitas. Sombra e calçados de couro, andando na passarela, ao lado o imenso mar a querer me desafiar, falar comigo, procurando briga. Eu tinha, querida, os espinhos cravados em meu peito de tão mal amada que fui, daí me despenquei nesse buraco escuro e pude te ver, ali no canto, pedindo ajuda, uma mão amiga, um ombro acolhedor. Minha dor.

Saí cambaleando e entortando os passos na espera de obter forças suficientes para me reerguer no caos da minha própria existência. Clamo a Deus, buscando- O entre os detalhes e meu grito eterno. Querida lástima de pouca fé, como não são claros os meus dias, os meus planos que desmancham com o tempo e em questão de minutos o meu pensamento empobrece e fica só.

Minha dor, amiga que me reencontra e aponta em mim todos os defeitos possíveis; saia de manso e me deixe quieta, porque enfim eu acho que Deus ouviu meu grito.

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