Maria era mulher decente e de tão decente não dormia. Vivia no mundo da lua, meu caro, Maria era lunática, lunar, de outro ser.

Maria tinha tatuagem, às vezes não, e tinha medo, tinha ideias. Maria era de fato misteriosa.

Maria era de Platão, de Shakespeare, de Pessoa, de Drummond. Ela tinha o dom; de ser, tocar, falar, encantar.

Maria era trabalhadora, moça de fé e garra e tinha nas veias vontade e força para correr atrás, dá o pé, ser decidida mesmo quando indecisa. Por vezes Maria era manhosa, fazia birra e virava criança de colo.

 Maria era brasileira, era inglesa, era mistura, de raça, cor e cultura. Maria era abençoada, soava e entoava as canções de outras mil.

Maria era eu, você, as mulheres de todo o mundo. Maria é a mulher do dia-a-dia, da correria, da rotina, da vaidade, da complicação, do charme das tantas manias. Maria é mulher como nós. Somos a Maria e todo dia é o nosso dia.

 collage2

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s