Não há coisa pior do que ter dúvida. Eu aprendi muito com meus erros passados e tenho aprendido cada vez mais com os novos, afinal, não há um dia em que não cometemos um erro. O difícil para mim é pôr na cabeça que a razão deve prevalecer, principalmente em relação a sensações atrapalhadas que venho tempo. Gosto muito de escrever porque desabafo, me esvazio de tanta coisa que me preenche e enche o saco todos os dias, mesmo que não faça sentido, eu sei no fundo que foi bom escrever. Me permitem falar, eu gosto de aventuras – na verdade é o meu forte. Ele me disse  que eu deveria aproveitar mais a vida, desafiar mais a mim mesma, não exatamente com essas palavras, mas entendi desse modo. Levou um tempo pra compreender que eu deveria me focar mais e sinceramente, ele estava certo e ainda está. Passei uma boa parte da minha vida gostando de alguém que para mim era tudo. Tudo mesmo. Deus no céu e ele na terra. Até que descobrir que ele não merecia meus lados e nem eu o havia mostrado o meu lado bom. Tentar agradar alguém sendo alguém que você não é, é certeza de quebrar a cara, mas como tinha falado, eu gosto de aventuras e decidi entrar nessa sem minhas armaduras, só com a cara suja, porque se tivesse limpa evitaria muitas coisas. Coisas das quais me fazem perceber que eu deveria ter cuidado mais do meu coração, da minha alma. Vacilei.

Não tem essa de que você quando ama tem que ir na lata. Eu fui na meia lata e já fiquei assim. Tô aprendendo a viver melhor, a me amar mais e limpar mais o meu interior para assim transmitir no meu exterior quem na verdade eu sou, quem sabe ele volte com sorriso ou talvez continue fugindo. Esse é o meu mal, saber que não vai dar certo, nunca dará e continuar com um grito preso na garganta acreditando no final feliz. Eu quero o meu final feliz, porque o dele é desejar demais. Me amar primeiro, me permitir primeiro e depois, bem depois, abrir um espaço para novos amores. Eu vou a luta agora, vou esquecer o que não quero e seguir o conselho dele – ele, o meu velho amor -, e aproveitar mais o momento, o meu momento. Vou estampar na cara o meu ”eu” e deixar os meus medos e mistérios escondidos, quem possuir a chave do meu coração – que clichê, mas é verdade -, vai descobrir de pouco a pouco, como gotinhas de chuva que vai caindo devagar e depois despeja o temporal. É aguentar o tranco de me ter, porque eu tô aguentando e é por mim.

Loiana Carla

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