”Eu amo sem limites. É que acho que a gente tem que ser inteira. Não dá pra viver qualquer tipo de relação com um pé lá e outro aqui. Tem que colocar os dois pés no chão. Mesmo que o coração esteja em ritmo de música romântica. E a cabeça no planeta dos apaixonados.

Quando eu amo perco a razão. E me pergunto: algum dia fui racional? Vivo (e sempre vivi) guiada pelo que meu coração sussurra ou grita. E eu te confesso que de vez em quando ele fica aflito e berra. Talvez isso aconteça porque nem sempre sei ouvir as coisas direito. Meu lado cabeça dura me prende, me impede de ver o que está bem na frente dos meus olhos, me rouba os sentidos e a fala.

Fico um pouco boba, sim. Insisto em colorir as coisas, afinal ninguém quer viver com apenas uma cor. Gosto do que é bonito, do que faz bem, do que é simples e natural. E o amor me faz um bem danado. Não tem nada melhor e mais gostoso do que ser correspondida.

É bom poder contar com coisas simples. Uma delas é ter pra quem contar como foi o dia. Pedir um palpite num projeto importante. Pedir um abraço quando o mundo está chato. Encostar a cabeça no ombro e não dizer nada, apenas ouvir o som do vento lá fora. Rir de besteira. Ficar de mãos entrelaçadas assistindo televisão. Encostar o pé no pé do outro, na cama, vendo “House”. Ganhar café da manhã na cama. Aprender a rir das pequenas discussões que acontecem em qualquer relacionamento. Entender que a gente não deve guardar mágoa, pois toda mágoa vira um rancor chato colado no peito.

Sinto um certo medo. Acho que ele faz parte quando a gente ama. Dá um medo tímido de perder o ser amado. Dá uma certa sensação de sufocamento só de pensar em não ter mais aquela pessoa ao seu lado. Uma angústia que aperta o peito e cutuca a alma.

Às vezes, meus pensamentos ficam nublados. Minha cabeça fica cheia de caraminholas. Elas não dão trégua, não dão folga, ficam esperando meu primeiro passo em falso. É que o diabinho adora espetar a gente com seu tridente. Fica tentando estragar coisas que são boas. Fica tentando criar situações que só existem na nossa imaginação. Porque a nossa imaginação é fértil e louca demais. E sempre dá voltas e voltas e voltas e voltas infinitas. Mas a gente tem que andar mais rápido que ela e aprender a ouvir o que a emoção fala. E a emoção só conhece a língua do amor.”

– Clarissa Correa

Fonte: http://revistatpm.uol.com.br/blogs/confusoeseconfissoes

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