Na medida em que tento me acostumar com a verdade, procuro sobretudo ver que em mim há mais de um ser. Isso ou eu estou ficando louca. Falsa não sou e tampouco uso máscara. Não tenho esse imenso medo de me trancar atrás de uma face que não é minha. Tenho fobia de pessoas chatas, pois sou chata com toda certeza. Aliás, ser chata é quase que um ofício meu, eu sou e ponto final, me orgulho de ser assim, pois se não fosse não seria eu, seria?
Sem besteiras, vou ao que me interessa; os meus vários ”ser”. Eu pela manhã sou uma mulher, acordo como se tivesse vários filhos, casada a muitos anos e cheia de problemas. A tarde sou jovem, energética, sem medo, sem drama. Tudo me é belo e é claro. A noite sou criança, tenho medo dos bichos, dos sons, de mim mesma. Isso resumindo mostra que em um dia não sou sempre a mesma, sou várias, sem contar os dias inusitados, sabe, aqueles dias diferentes, que fogem da rotina. Logo, eu chego a conclusão que não existe só um ser em nós, somos vários em um só corpo, mas o que diferencia é que o caráter, as opiniões são únicas na maioria, e eu me coloco na maioria. Sabemos que pessoas falsas são falsas delas mesmas, ou seja, não sabem quem são ou que fazem, por ter várias pessoas dentro de si se perdem e deixam um ser intenso demais, não, melhor, um ser estranho habitar nelas. Esse é o diferencial.
Eu me acostumo sim com as pessoas, as situações, os lemas e dilemas da vida. Só não me acostumo com pessoas vazias. Isso não, é agonia!

Loiana Carla

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